“O Morro dos Ventos Uivantes” – Livro e Filme em Confronto – Tatiana Bissoni Vhoss

Assim como o próprio título sugere algo que ecoa e reverbera, o enredo do filme também parece acontecer “entre aspas”, como se fosse uma versão filtrada, narrada à distância, mais interpretada do que vivida em sua crueldade original. Poucos romances do século XIX permanecem tão perturbadores quanto O Morro dos Ventos Uivantes. Publicado em 1847, […]

Chuva de Dinheiro – Eudes Moraes (Crônica)

Vim de Curitiba para Balneário Camboriú. Entre outros motivos, escolhi-a como a minha nova cidade residência porque à época não se via tantos moradores de ruas. Em Curitiba, todas as marquises no centro da cidade estão ocupadas por eles. Não sei hoje, mas no meu tempo, ninguém podia usar telefone celular nas ruas. Em Balneário […]

NOITE DE SURPRESAS – Eudes Moraes

Moradores deixaram os trabalhos e se recolheram em suas casas. O entardecer, com pôr do sol multicolorido, era uma pintura deslumbrante. A noite de verão estava quente. Naquela noite, em algumas cidades, vultos estranhos foram vistos furtivamente, nos quintais. A sensação  era de zumbis que passavam de um lado para outro. Barulhos foram ouvidos nos […]

Muito prazer, Tally! – Eudes Moraes

A vida é surpreendente. Estou nos Estados Unidos e hoje conheci um cara diferente. O nome dele é Tally. Ele é muito simpático. É um cara alto e magro, desses sujeitos que a gente acha que deve jogar basquete. Ele é de pouca conversa, aliás, de quase nada. Conversei com ele e me contou sobre […]

TEMPOS ESTRANHOS – Eudes Moraes

Estava saindo do buffet, onde almoço todos os dias, e ao dar os primeiros passos, me vi cercado por mulheres. Está ficando comum as pessoas se acharem donas das calçadas, param de repente e não se importam com quem quer passar. Foi o meu caso! Pedi licença, não resolveu e não tinha como seguir o […]

A TERAPIA DO GRITO – Eudes Moraes

“Porque há o direito ao grito. Então eu grito.”Clarice Lispector Eudes Moraes Há algum tempo, sinto vontade de gritar. O que tenho visto, ouvido e sofrido precisa ser exteriorizado de alguma forma, caso contrário manifestações psicossomáticas acontecem. Não grito nas ruas e nem pela janela para não me chamarem de louco. O meu silêncio expressa […]

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