IVAN ILITCH E O MEDO DA MORTE – Isaac Sabbá Guimarães
“(…) o que faz a maioria dos homens perseverar nessa luta tão penosa é menos o amor à vida do que o medo da morte, que, todavia, se encontra inexoravelmente em segundo plano e pode aparecer a qualquer momento. Schopenhauer, O mundo como vontade e representação. A morte e os mistérios que a circundam ocupam […]
Presente de Natal – Eudes Moraes

Tchac, tchac, tchac, batia chocamente o enxadão. Mãos trêmulas o segurava. Eram de um bombeiro que revolvia escombros de um prédio. Serviço que exigia rapidez e cuidado para não bater com a ferramenta nas vítimas. Embora, um calafrio corra pela nossa espinha só de imaginar, essa é a rotina dos bombeiros, herois que nunca sabem […]
Emoções da Sétima Arte – Eudes Moraes

Quando me despertei para o mundo do cinema, os meninos da minha idade não perdiam as matinês aos domingos. Lembro-me que além do filme principal, era projetado um seriado. Ele era exibido em capítulos e sempre parava num momento de perigo, criando uma expectativa para o próximo final de semana. De uma coisa, a minha […]
Papai Noel – Eudes Moraes

Quando eu era pequenino, achava que você demorava muito para chegar e que era assim, porque rodava o mundo distribuindo brinquedos para as crianças pobres. Sonhava que você viria com muitos para mim, mas quando você aparecia nos natais, só as crianças ricas ganhavam. Nunca entendi o porquê das outras não serem lembradas. Cresci e […]
MISTÉRIOS DA MEIA-NOITE – Eudes Moraes

O vento marítimo serpenteava pelas ruas da orgulhosa Balneário Camboriú. A sessão cultural fora marcada por momentos literários, arte e emoções. Em seguida, nos reunimos num coquetel para um novo momento de descontração. O néctar dos deuses eliciava as papilas gustativas e dava o tom para a confraternização. A noite é uma criança, quando a […]
O Portão que se abre – Ainor Lotério

Portão de tábuas, rangendo ao vento,Um abraço de paz, um novo momento.Deixa o asfalto, o ruído, a pressa vã,E encontra o silêncio da terra, da manhã. O cheiro do orvalho, a umidade do chão,O canto do grilo, suave canção.Não há pressa aqui, só o ritmo calmo,A mão que semeia, a colheita, o álamo. A vida […]